sobre efemeridade



 na última semana, uma cantora morreu ao subir no telhado para ver a lua. sempre que me deparo com mortes “bobas” fico pensativa sobre o quão efêmeros nós somos. penso naquela frase que a gente vê sempre em legendas e não dá a menor importância: somos passageiros. e mais do que isso, somos instantes. eu me questiono sobre como lidamos com essa informação, se sabemos que podemos estar presentes fisicamente aqui em um instante e no outro sermos apenas memórias e com isso, tentamos aproveitar o máximo os momentos que nos restam. por que estamos preferindo ficar cinco horas rolando o feed do instagram e nos martirizando por não sermos quem nós queremos ser? por que estamos perdendo tempo vendo os stories de alguém que não agrega em nada, religiosamente todos os dias, ao invés de apreciarmos como a ruguinha no canto dos olhos da nossa mãe fica aparente enquanto ela ri? por que não estamos mais ficando um domingo à noite com nossa família, vendo nosso cunhado rir loucamente de uma piada completamente saturada do Faustão? Tem um mundo todinho lá fora esperando pela gente, então por favor, não sejamos aqueles que Cazuza citou em Blues da piedade. não sejamos aqueles que vieram ao mundo e perderam a viagem. 


esse é o primeiro post do blog, criei ele para falar sobre assuntos que me interessam bastante como livros, músicas, filmes, series, autocuidado, etc. e também, claro, para despejar todos aqueles pensamentos que ficam me consumindo e sufocando porque simplesmente não sei onde deposita-los. espero que gostem :D

com amor, ophelia. 

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